segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Terçol: saiba o que é e a melhor forma de tratar


O problema é conhecido e existem várias crendices em torno do terçol ou hordeólo, também conhecido como viuvinha ou dordolho. Trata-se de uma inflamação que pode atingir a pálpebra ou o folículo piloso do cílio. A doença não é contagiosa e não oferece riscos a visão.
Segundo o médico oftalmologista Luiz Liarte do Hospital de Olhos de São Paulo, o terçol surge devido a uma inflamação das glândulas que ficam na margem palpebral ou no próprio folículo piloso.
 
O terçol assemelha-se a uma espinha e, geralmente, drena espontaneamente com compressas mornas. "A compressa ajuda a dilatar as glândulas e a expelir o pus", completa o oftalmologista Liarte. Ele também recomenda a alternância de compressas mornas e geladas para diminuir o inchaço e a vermelhidão do rosto ou da região do olho atingido.
 
Quando o terçol não drena dentro de uma ou duas semanas é preciso intervenção cirúrgica. "Nesse caso o terçol endurece e se transforma no que chamamos de calázio. Quando isso ocorre é preciso fazer uma pequena cirurgia para remover o conteúdo", explica Liarte.
 
De acordo com o coordenador do curso de especialização em oftalmologia do Instituto CEMA de Oftalmologia e Otorrinolaringologia, Omar Assae, de São Paulo, um terçol que não é tratado adequadamente pode causar uma celulite, ou seja, em uma infecção no tecido da pálpebra.
 
O médico também destaca que não se deve furar ou espremer o terçol. "Não se deve colocar a mão. O terçol não é uma espinha. Se fizer isso pode gerar uma infecção que precisa ser tratada com antibióticos", alerta.
 
Já as conhecidas simpatias para curar "viuvinha", de certa forma tem fundamento, no caso daquelas que propôem calor local, como a de encostar uma aliança quente no terçol. "O calor local ajuda a eliminar o terçol, mas para isso, recomendamos a compressa", diz Assae.
 
Causas
 
Segundo os médicos o hordéolo, popularmente conhecido como terçol, pode ser causado por excesso de secreção produzida pelas glândulas da pálpebra e por bactérias existentes na pele.
 
"Ás vezes o terçol tem relação com a blefarite, que aumenta a oleosidade e forma uma espécie de caspa nos cílios. Para prevenir, recomendo a lavagem com xampu Jonhson infantil e água morna", ensina o oftalmologista Luiz Liarte.
 
Maquiagem nos olhos, sem a limpeza adequada, também podem ser responsáveis pelo surgimento do terçol.
 
Tratamento
 
Os médicos recomendam compressas mornas para drenar o terçol. Segundo o oftalmologista Omar Assae pomadas e colírios também são utilizados.
 
"Quando há muito inchaço o ideal é procurar um especialista para poder avaliar o quadro", indica Assae.
 
Incidência
 
Qualquer pessoa pode ter terçol, em qualquer idade. "O hordéolo atinge desde recém-nascidos a idosos", afirma o oftalmologista Assae.
 
De acordo com o médio Liarte, o terçol pode aparecer com mais freqüência em adolescentes devido a alterações hormonais.
Fonte: Terra

Aprenda a se livrar de sete doenças que podem atrapalhar suas férias de verão


Problemas de saúde induzidos pelo calor podem ser evitados com medidas preventivas

Oficialmente, o verão começa só em 21 de dezembro. Mas o sol já está brilhando e a temperatura começa a esquentar. Quem pretende aproveitar o calor na praia ou na piscina, deve tomar cuidado com problemas como micoses, insolação, otite, entre outros. Com os dias mais quentes, podem surgir também problemas de desidratação e intoxicação alimentar.
Todos esses contratempos, no entanto, podem ser evitados com algumas medidas preventivas. O médico Alexandre Wolkoff, coordenador médico do Pronto-socorro Adulto do Hospital San Paolo, dá algumas dicas de prevenção contra sete doenças recorrentes nessa época, justamente para que suas férias não terminem no hospital. Confira:
*Insolação - Uma das doenças de verão mais comuns, pode ser evitada com uma medida muito simples: não tomar sol entre as 10h e as 15h e sempre usar filtro solar. A longa exposição ao sol pode causar desidratação e queimaduras, além de sintomas como dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura elevada do corpo e queimaduras que podem deixar a pele vermelha ou até provocar bolhas.
*Micoses - No verão, transpiramos muito mais que nas outras estações e a pele úmida é o local preferido por micro-organismos que normalmente são adquiridos em locais como piscinas e praias. A doença começa com irritação e coceira, que causam uma vermelhidão no local, geralmente nas virilhas, pés e unhas. Ao perceber a micose, o conselho é procurar um clínico geral ou dermatologista, pois essa doença pode ser facilmente confundida com outras patologias. A automedicação nunca é aconselhada.
*Desidratação - Trata-se de uma grande perda de líquidos e sais minerais. Uma pessoa perde em média 2,5 litros de água por dia, seja por suor, urina ou fezes. Com o alto calor do verão, essas eliminações são potencializadas e outras formas de evasão da água são criadas, como o vômito. Quando desidratado, o paciente apresenta sede, fica com a boca e os olhos ressecados e não urina regularmente. A saída é o repouso em lugares arejados e ingerir líquidos constantemente para que se mantenha hidratado. Beba muita água.
*Otite - Após mergulhar no mar ou em piscinas, muitas pessoas ficam com o ouvido entupido de água, o que pode predispor à inflamação e à infecção nos ouvidos. Infecções causadas por fungos podem ser frequentes.
*Conjuntivite - Normalmente é adquirida em piscinas não tratadas devidamente e praias impróprias para o banho. A conjuntivite é de facílima transmissão, por meio do contato manual, por isso evite contato com quem estiver infectado. Quem contrai a doença fica com os olhos avermelhados e lacrimejantes, além de sentir coceira. E escolha bem o lugar onde vai se banhar.
*Intoxicação alimentar - Os frutos do mar são os principais responsáveis pela intoxicação alimentar. Comer em clubes, barraquinhas de praia e em outros lugares onde a higiene no preparo e a conservação dos alimentos é duvidosa também é perigoso. Podem ser curadas em apenas um dia, com reidratação, mas há casos graves, em que surgem complicações associadas, que podem durar até sete dias. Tenha cuidado na hora de escolher o restaurante, lave bem as mãos quando for preparar alimentos e tenha certeza de que eles estão frescos e bem conservados.
*Brotoejas - São aquelas bolinhas de água que causam vermelhidão e coceira no rosto, pescoço, ombro, barriga ou peito. Elas estão diretamente relacionadas com a atuação das glândulas sudoríparas, que são muito exigidas durante o verão por causa do excessivo calor e da transpiração. A prevenção consiste em evitar ambientes e banhos muito quentes.
Fonte: Agencia RBS

Escolher o produto certo e usá-lo durante a exposição à radiação evita doenças e até cegueira


Campanhas sobre o risco do câncer de pele e a maior informação a respeito do aquecimento global vêm contribuindo para disseminar a importância do uso de protetor solar. Agora, médicos estão numa nova cruzada: convencer a população de que é preciso, também, proteger os olhos da radiação ultravioleta. Isso quer dizer que, tão importante quanto procurar se expor ao sol nos horários recomendados (antes da 10h e após as 15h), é usar óculos com filtro solar. Inclusive os de grau.
- É preciso conscientizar a população de que se deve usar óculos com filtro solar sempre, inclusive no inverno, e especialmente perto do meio-dia - diz o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas. - Há dias de inverno que têm quase tanta radiação quanto os de verão, e ela é cumulativa.
Expor os olhos ao sol sem proteção pode causar degeneração macular e aumenta a chance de se ter catarata precoce, porque deixa opaco o cristalino, lente do olho que focaliza as imagens na retina. A radiação também resseca a lágrima e causa fotoceratite, inflamação da camada externa da córnea que provoca vermelhidão e sensação de areia nos olhos.
 
O desconforto desaparece rapidamente, mas, neste processo, muitas células morrem, e, a longo prazo, podem aparecer manchas de senilidade e até câncer nas pálpebras, além do pterígio, uma membrana que cresce sobre a conjuntiva e costuma ser confundida com a catarata.
- Mas o principal é se proteger da luz azul, que incide um pouquinho antes da radiação ultravioleta. Ela facilita o depósito de lipofuscina na região macular da retina, responsável por 85% da nossa visão discriminativa, o que pode levar à degeneração desta área na terceira idade - ressalta Queiroz Neto.
Uma pesquisa coordenada pelo médico com 223 pacientes que tinham mais de 50 anos mostrou que pelo menos metade desconhecia o risco de expor os olhos ao sol. Cerca de 70%, porém, afirmavam usar filtro solar para a pele - embora, tanto quanto acelera a formação de rugas, a radiação solar possa causar ou antecipar problemas nos olhos.
 
Dos que usavam óculos de grau (42%), sete em cada dez não usavam lentes com filtro UV. Entre as mulheres, chama a atenção o fato de que, apesar de terem o hábito de usar óculos escuros como acessório, muitas se esqueçam deles quando vão à praia, por exemplo.
 
Uma outra pesquisa, realizada pelo Ibope a pedido da empresa Transitions Optical e coordenada por Queiroz Neto, ouviu 284 brasileiras com problemas de visão. Destas, 71% tinham miopia, hipermetropia ou astigmatismo, e cerca de 30% disseram deixar de usar o óculos de grau no dia a dia. Duas em cada dez acham que eles atrapalham.
 
No grupo, só 8% usavam óculos escuros com grau para ir à praia, embora 97% soubessem que a radiação pode prejudicar a saúde ocular. O pior é que o sexo feminino tem razões extras para se proteger. Principalmente após a menopausa, quando há menor produção lacrimal, o que eleva a possibilidade de haver opacidade corneana se a mulher não se proteger do sol.
 
O olho seco também aumenta a chance de desenvolver ceratite. Além disso, a catarata, principal causa tratável de cegueira, têm incidência 30% maior entre elas, devido à formação de radicais livres associada ao estresse e das flutuações hormonais.
Perto do mar e na neve, diz o médico, a radiação é maior, porque as pequenas poças de água encontradas nestes ambientes formam uma película reflexiva. E, quanto mais claros os olhos e a pele, menor a tolerância à radiação.
Quem usa lentes de contato ou lentes intraoculares (para catarata) costuma estar protegido, porque a maioria delas é dotada de filtro UV. Os demais devem usar óculos com a proteção anti-UVB.
- As pessoas confundem o fato de a lente ser escura com o grau de proteção contra radiação que oferecem. Mas o filtro é incolor - diz Queiroz Neto. - O importante é garantir que a lente tenha esta filtro UV. As demais características, se são mais escuras ou claras, de policarbonato ou cristal, dependem do gosto, de quanto se está disposto a gastar e da atividade que se faz.
Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o médico André Cechinel concorda:
- Lentes escuras nada mais são do que lentes pintadas. É preciso escolher uma loja e uma marca idôneas, para garantir que esta pintura tenha sido feita de forma adequada, assim como a aplicação do filtro UV. O resto é ver se o modelo está bem ajustado ao rosto e escolher segundo suas preferências estéticas.
Para crianças, e para quem tem horror de óculos sobre o nariz, o conselho dos médicos é usar boné (com a aba para a frente!) ou chapéu. Só não vale deixar de se proteger.
 
Fonte: O GLOBO

Veja o verão numa boa. Proteja seus olhos!


Óculos solares sem proteção UV ou falsificados podem provocar sérios danos à saúde do consumidor. O uso contínuo desse tipo de produto pode causar lesão cumulativa afetando a retina, o cristalino, aumentando o risco de desenvolvimento de catarata e até cegueira.
Apesar dos esforços de repressão à pirataria, a comercialização de produtos falsificados continua sendo uma das atividades ilegais mais presentes à beira-mar. Diante dessa realidade, o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado do Rio Grande do Sul (Sindióptica-RS) em parceria com a Brigada Militar e o Ministério Público, além das ações de busca e apreensão de mercadorias pirateadas, também investe em campanhas de conscientização para alertar a população dos riscos à saúde ocular.
No início de janeiro foi lançada, oficialmente pelo litoral gaúcho, a 7ª edição de sua campanha institucional. Este ano, a temática "Veja o verão numa boa" tem o apoio do Sesc-RS e da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa (RS). Ações focadas na prevenção e no combate ao uso de produtos ópticos de baixa qualidade visam chamar a atenção para a importância da proteção aos olhos, principalmente, durante o período de veraneio.
- Emissões de raios ultravioletas acontecem em todas as estações do ano, até em dias nublados. O que observamos é que no verão, os raios UV chegam com maior intensidade e podem causar danos irreversíveis à saúde visual - explica o presidente do sindicato e vice-presidente da Fecomércio-RS, André Roncatto.
Segundo ele, é essencial o uso de óculos solares com 100% de proteção UVA e UVB. Lentes de má qualidade apresentam ondulações, causando distorções na visão e permitindo a dilatação da pupila - o que aumenta, em até 60%, a chance de ter catarata, patologia que pode levar à cegueira.
Roncatto e o secretário executivo do Sindióptica-RS, Roberto Tenedini, coordenam equipes de colaboradores responsáveis pelas abordagens praianas, especialmente, aos fins de semana, quando são distribuídos panfletos educativos e com esclarecimentos sobre os prejuízos resultantes da utilização de produtos ópticos de procedência duvidosa ou falsificados.
Estação verão 2012
Depois de Tramandaí, Imbé e Capão da Canoa, o Sindióptica-RS aproveita a estação verão 2012 para levar a iniciativa às demais praias gaúchas. No sábado (21/01), as equipes de prevenção visitaram Torres, Arroio do Sal e Arroio Teixeira. Já no domingo (22/01), Pinhal, Costa do Sol, Cidreira e Oasis receberam a turma do Sindicato disposta a orientar os veranistas. A ação tem início às 9h e segue até o pôr-do-sol, em áreas de grande concentração de banhistas.
Entre os contatos pelo litoral, os colaboradores frisaram à população os cuidados com a saúde, lembrando, por exemplo, que o uso de lentes de contato protegidas com filtros UVA/UVB (tanto as coloridas como as de correção de grau), não substituem óculos solares de qualidade. Também foi recomendado aos gaúchos abordados o uso de chapéu como forma de proteger a pele facial e os olhos dos raios de sol. 
Fiscalização
Enquanto as equipes de prevenção abordam os veranistas destacando que produtos ópticos falsificados trazem risco à saúde dos consumidores, representantes do Sindicato, com a ajuda da Brigada Militar, percorrem as praias e centros comerciais do litoral buscando identificar mercadorias pirateadas.
Segundo o presidente André Roncatto, quem usa óculos comercializados por ambulantes, por exemplo, cujo valor médio é entre R$ 10 e R$ 30, pode acarretar sérios problemas de saúde.
 - O uso contínuo desse tipo de óculos pode causar lesão cumulativa afetando a retina e o cristalino, acelerando o processo de surgimento da catarata (opacidade do cristalino) e perdas tardias da qualidade da visão. 
Saiba mais
- Há 25 anos o Sindióptica-RS atua em prol da defesa do segmento óptico e da melhoria da saúde ocular dos brasileiros e, sobretudo, dos gaúchos.
- Suas atividades vão desde a prevenção ao combate à pirataria e à comercialização de produtos de baixa qualidade.
- A pirataria de produtos ópticos (como qualquer outra) é fruto da concorrência desleal.
- O produto gerado é de qualidade duvidosa e oferece risco à segurança e à saúde visual do consumidor.
- Não gera tributos, isto é, as cidades perdem em arrecadação. É menos verba para o Estado, o que acaba refletindo nos serviços públicos de saúde, educação, entre outros.
- A pirataria é crime previsto no artigo 184 do Código Penal, para o qual incide pena de dois a quatro anos de prisão.
Fonte: Sindióptica - RS

Dificuldade visual pode ser motivo de notas baixas


Displicência, bagunça, notas baixas e falta de interesse nas aulas nem sempre são sinais de preguiça ou de uma criança que não gosta de estudar.  Muitas vezes, os pequenos demonstram desinteresse pelos estudos porque sofrem com problemas de visão e ganham fama de preguiçosos injustamente. 
"Os pais devem ficar atentos ao comportamento da criança principalmente em casa. Chegar muito perto para assistir televisão, sentir dores de cabeça constante, franzir a testa para ler ou enxergar algo e necessidade de esfregar os olhos com frequência são alguns dos sinais de que algo está errado com a visão", afirma Carla Romão, oftalmologista da Cerpo. 
Já na escola, cabe aos educadores observar se há demora em copiar atividades, falta de atenção ou necessidade de sentar muito perto do quadro-negro. "Uma vez detectado o sintoma, os pais devem procurar um oftalmologista e, caso necessário, seguir as orientações e tratamentos indicados", orienta a médica. 
Porém, mesmo quando não estão presentes os sintomas acima é recomendável levar o baixinho ao oftalmologista no primeiro, terceiro, quinto e sétimo ano de vida. Na fase escolar, vale uma consulta anual, já que várias patologias comuns em crianças e adolescentes podem ser evitadas com exames preventivos. 
A visão da criança se forma desde o nascimento até aproximadamente os sete anos de idade, período em que ocorre o amadurecimento do Sistema Nervoso Central. "Primeiro os pequenos enxergam preto e branco nos primeiros meses de vida, depois percebem as cores, até os quatro anos a visão ainda é parcialmente embaçada e a partir dos sete anos a percepção será a mesma até a vida adulta", explica a oftalmologista da Cerpo. 
Segundo ela, a criança pode apresentar diversas patologias, tais como: miopia, astigmatismo, hipermetropia e a ambliopia, disfunção caracterizada pela redução ou perda da visão de um dos olhos, ou raramente nos dois. "Neste caso é indicado o uso de tampões em um dos olhos, para que o ´olho preguiçoso´ comece a funcionar", conclui.
Fonte: Porta Voz

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Oito motivos para se proteger da exposição à radiação o ano inteiro


Raios UVA e UVB podem causar uma série de doenças, como catarata e fotoceratite
Ainda não se convenceu dos males da exposição dos olhos à radiação? Saiba por que a biomédica Livia Loyola Santos, da Proteste, e os oftalmologista André Cechinel, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, dizem que protegê-los é imprescindível.
- Expor os olhos ao sol sem proteção pode causar degeneração macular e aumenta a chance de ser ter catarata precoce, porque pode tornar opaco o cristalino, lente do olho que focaliza as imagens na retina. Nos casos mais graves, a doença pode levar à cegueira.
 
A radiação também resseca a lágrima e pode causar fotoceratite, inflamação da camada externa da córnea que provoca vermelhidão e sensação de areia nos olhos. O desconforto desaparece de um dia para o outro, mas, neste processo, muitas células morrem, e, a longo prazo, podem aparecer manchas de senilidade e até câncer nas pálpebras, além do pterígio, uma membrana que cresce sobre a conjuntiva e costuma ser confundida com a catarata.
- Dias nublados podem ter tanta radiação quanto dias ensolarados.
- Pesquisas indicam que quem fica mais tempo exposto ao sol, como populações que vivem em ambientes rurais ou profissionais que trabalham a céu aberto, está mais propenso aos problemas gerados pela falta de proteção adequada. Portanto, quem se expõe mais ao sol deve tomar mais cuidado. O mesmo vale para a exposição à neve.
- Quanto mais claros os olhos e a pele, menor é a tolerância à radiação. Mas todos podem ser prejudicados, em algum grau, pela exposição.
- Pessoas que usam remédios anticoncepcionais, anti-histamínicos contendo benzofenona e prometazina, antibióticos com eritromicina, antiarrítimicos cardíacos e antidiabéticos devem estar alertas, porque a toxicidade destes medicamentos pode potencializar a ação da radiação no organismo.
 
E quem faz uso prolongado de corticoide (principalmente), diurético, antipsicótico, antidepressivo, analgésico e antibióticos está mais propenso a desenvolver catarata. Em todos os casos, é preciso consultar seu médico para saber como proceder (suspender o uso ou substituir o medicamento por outro, por exemplo).
- Quanto mais escuras as lentes, mais as pupilas se dilatam. Isso quer dizer que, se seus óculos não tiverem filtro UV, a pessoa estará ainda mais exposta à radiação.
- Perto do mar e na neve, a radiação é maior, porque as pequenas poças de água encontradas nestes ambientes formam uma película reflexiva. A areia também reflete muito a luz solar.
- Quem trabalha ao ar livre deve usar óculos de sol sempre, principalmente se exerce sua atividade na praia.
Fonte: O GLOBO

Dieta de verão é ideal para os olhos



Oftalmologista dá a receita da "salada para enxergar bem"
O verão é a melhor época do ano para quem quer adotar novos hábitos alimentares, restringindo tudo o que não faz bem à saúde - como excesso de carboidratos, gordura trans, carne vermelha, embutidos, açúcar e sal. A partir da decisão de se alimentar de forma mais saudável, é possível que a pessoa comece a sentir uma boa melhora em sua acuidade visual. Isso porque uma dieta bem equilibrada também tem o poder de retardar ou atenuar doenças oculares. 
Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, pôr em prática boas resoluções logo no início do ano é muito bom, principalmente decisões como parar de fumar, abandonar o sedentarismo e incorporar uma dieta mais saudável ao cardápio.
"O ideal é acrescentar mais peixes à dieta, principalmente aqueles ricos em ômega 3, como salmão, atum, sardinha e bacalhau. Habituar-se a comer mais frutas e saladas também é importante, já que aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis e luteína também traz vários benefícios para a saúde ocular".  
Neves diz que, ao privilegiar alimentos antioxidantes, além de combater o envelhecimento é possível adiar doenças como degeneração macular, catarata e olho seco, entre outras. "Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos, reduzindo os danos provocados pelos radicais livres.
Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade. A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C". 
Na opinião do médico, além de as pessoas incluírem mais castanhas, linhaça e óleo de canola às receitas - que evitam a síndrome do olho seco, muito frequente nas grandes cidades e na terceira idade - também devem reduzir a ingestão de sódio. "O excesso de sódio na dieta é um grande vilão da saúde, favorecendo o desenvolvimento de catarata na terceira idade. Vale a pena prestar atenção nas informações das embalagens e dar preferência a alimentos com sódio reduzido". 
O especialista descreve a receita da "Salada para enxergar bem", que deve acompanhar um salmão ou atum grelhado durante as refeições: um maço de espinafre cortado; seis folhas frescas de alface romana; duas cenouras raladas, uma berijela pequena levemente cozida e cortada em cubos; um maço de brócolis; cubinhos de pimentões amarelo, verde e vermelho, sem pele; seis couves de Bruxelas; sementes de linhaça dourada e castanhas do Pará trituradas.
"Essa salada tem ingredientes ricos em nutrientes importantes para a visão e pode ser temperada com o ´Molho caesar ocular´, preparado com óleo de canola, suco de limão, vinagre de maçã, mostarda de Dijon, um filé de anchova ralado, uma gema de ovo e queijo parmesão. Trata-se de uma refeição excelente para os dias de verão", diz Neves. 
Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo - www.eyecare.com.br
Fonte: Press Página