quarta-feira, 6 de julho de 2011

Olho seco: novos estudos identificam origem da doença

Milhares de pessoas do mundo inteiro sofrem de ´olho seco´, doença que afeta principalmente mulheres com...

Milhares de pessoas do mundo inteiro sofrem de ´olho seco´, doença que afeta principalmente mulheres com mais de 50 anos e costuma ser tratada com colírios específicos.
Mais do que controlar os sintomas, uma nova pesquisa realizada no Schepens Eye Research Institute (Massachusetts, Estados Unidos) e publicada no Journal of Leukocyte Biology identificou células NK (natural killer) - um tipo de célula que promove inflamação ocular e desempenha importante papel na síndrome do olho seco. Trata-se da possibilidade de desenvolver medicamentos mais adequados para tratar o problema desde sua origem.

Mais comum do que se pode imaginar, a síndrome do olho seco atinge cerca de cinco milhões de norte-americanos acima dos 50 anos, principalmente do sexo feminino. No Brasil, a doença acomete cerca de 10% das mulheres nessa faixa etária, provocando vermelhidão, dor e sensação de haver areia nos olhos. "A síndrome do olho seco se manifesta de uma forma bastante agressiva para algumas pacientes, afetando a qualidade e a quantidade de lágrimas que normalmente lubrificam o globo ocular e permitem seu funcionamento normal.
Quando não tratada, a doença pode evoluir para ulceração da córnea ou, até mesmo, perda de visão", diz o doutor Renato Neves, oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

De acordo com o médico, o tratamento de olho seco costuma ser individualizado, já que vários podem ser os agravantes da doença. "Normalmente, os pacientes têm de fazer uso de lágrimas artificiais ou mesmo de pomadas, em casos mais graves. Nas estações mais frias do ano os cuidados devem ser dobrados, principalmente por quem mora em cidades com altos índices de poluição. Ambientes secos, com ar-condicionado, ou ainda as cabines pressurizadas dos aviões merecem atenção especial, já que contribuem para desestabilizar o filme lacrimal".

Fontes:
http://www.medicalnewstoday.com/releases/227070.php


Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo - 
www.eyecare.com.br
Fonte: Press Página

Acidentes com fogos de artifício atingem 1.382 pessoas em três anos

Ministério da Saúde alerta para riscos no uso do artefato durante as festas juninas.
Ministério da Saúde alerta para riscos no uso do artefato durante as festas juninas. O período concentra o maior número de acidentes. Em 14 anos, houve 122 mortes
O Ministério da Saúde alerta para os riscos de queimaduras e acidentes pelo manuseio inadequado de fogos de artifício durante as festas juninas. Além de mortes, o uso de fogos de artifício pode provocar queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas.
De 2008 a abril de 2011, 1.382 pessoas foram internadas para tratamento de queimaduras por acidentes com fogos de artifício, com destaque para os estados da Bahia (296 hospitalizações), São Paulo (289) e Minas Gerais (165). Em média, são registradas mais de 100 internações durante o período de festas juninas, que têm início nas quermesses  de maio e vão até julho, dependendo da região. No ano passado, 168 pessoas foram internadas neste período.


Entre 1996 e 2009, 122 pessoas foram vítimas fatais de acidentes por queima de fogos, em todo o país. Neste período, a região Nordeste apresentou 48 óbitos, perfazendo 39% dos casos registrados em todo o país no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com 41 óbitos (34% dos casos) e Sul, com 21 óbitos (17%). Já o Centro-Oeste e o Norte registraram, juntos, 12 óbitos, equivalentes a 10% dos casos.
As pessoas mais atingidas têm idades entre 20 e 49 anos - 39% dos óbitos registrados entre 1996 e 2009. Entre as crianças de 0 a 14 anos, o percentual de óbitos foi de 23%.
PRECAUÇÕES - Marta Silva, coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, explica que, "em geral, com o aumento do número de pessoas manuseando estes fogos e ´brincando´ com balões e fogueiras, principalmente nos meses de junho e julho, aumentam também o número de pessoas que sofrem queimaduras".

"Todo cuidado é pouco quando se trata de fogos de artifício. O ideal é evitar manuseá-los, mas caso tenha que fazê-lo, siga sempre as instruções do fabricante, como jamais carregar bombinhas nos bolsos e nunca acender próximo ao rosto. Também é importante evitar associar a brincadeira com fogos ao uso de bebida alcoólica. Para não transformar a festa junina em uma tragédia, jamais deve se dar qualquer tipo de fogos de artifícios para menores de 18 anos e evite que as crianças estejam expostas aos riscos das explosões", alerta a especialista.

Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão - como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. Procure o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado. Para saber se existe alguma unidade de saúde de referência no atendimento de queimados na sua cidade, entre em contato com a Secretaria de Saúde do seu estado ou município.
Fonte: Milton Júnior, da Agência Saúde - Ascom/MS