quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Oito motivos para se proteger da exposição à radiação o ano inteiro


Raios UVA e UVB podem causar uma série de doenças, como catarata e fotoceratite
Ainda não se convenceu dos males da exposição dos olhos à radiação? Saiba por que a biomédica Livia Loyola Santos, da Proteste, e os oftalmologista André Cechinel, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, dizem que protegê-los é imprescindível.
- Expor os olhos ao sol sem proteção pode causar degeneração macular e aumenta a chance de ser ter catarata precoce, porque pode tornar opaco o cristalino, lente do olho que focaliza as imagens na retina. Nos casos mais graves, a doença pode levar à cegueira.
 
A radiação também resseca a lágrima e pode causar fotoceratite, inflamação da camada externa da córnea que provoca vermelhidão e sensação de areia nos olhos. O desconforto desaparece de um dia para o outro, mas, neste processo, muitas células morrem, e, a longo prazo, podem aparecer manchas de senilidade e até câncer nas pálpebras, além do pterígio, uma membrana que cresce sobre a conjuntiva e costuma ser confundida com a catarata.
- Dias nublados podem ter tanta radiação quanto dias ensolarados.
- Pesquisas indicam que quem fica mais tempo exposto ao sol, como populações que vivem em ambientes rurais ou profissionais que trabalham a céu aberto, está mais propenso aos problemas gerados pela falta de proteção adequada. Portanto, quem se expõe mais ao sol deve tomar mais cuidado. O mesmo vale para a exposição à neve.
- Quanto mais claros os olhos e a pele, menor é a tolerância à radiação. Mas todos podem ser prejudicados, em algum grau, pela exposição.
- Pessoas que usam remédios anticoncepcionais, anti-histamínicos contendo benzofenona e prometazina, antibióticos com eritromicina, antiarrítimicos cardíacos e antidiabéticos devem estar alertas, porque a toxicidade destes medicamentos pode potencializar a ação da radiação no organismo.
 
E quem faz uso prolongado de corticoide (principalmente), diurético, antipsicótico, antidepressivo, analgésico e antibióticos está mais propenso a desenvolver catarata. Em todos os casos, é preciso consultar seu médico para saber como proceder (suspender o uso ou substituir o medicamento por outro, por exemplo).
- Quanto mais escuras as lentes, mais as pupilas se dilatam. Isso quer dizer que, se seus óculos não tiverem filtro UV, a pessoa estará ainda mais exposta à radiação.
- Perto do mar e na neve, a radiação é maior, porque as pequenas poças de água encontradas nestes ambientes formam uma película reflexiva. A areia também reflete muito a luz solar.
- Quem trabalha ao ar livre deve usar óculos de sol sempre, principalmente se exerce sua atividade na praia.
Fonte: O GLOBO

Dieta de verão é ideal para os olhos



Oftalmologista dá a receita da "salada para enxergar bem"
O verão é a melhor época do ano para quem quer adotar novos hábitos alimentares, restringindo tudo o que não faz bem à saúde - como excesso de carboidratos, gordura trans, carne vermelha, embutidos, açúcar e sal. A partir da decisão de se alimentar de forma mais saudável, é possível que a pessoa comece a sentir uma boa melhora em sua acuidade visual. Isso porque uma dieta bem equilibrada também tem o poder de retardar ou atenuar doenças oculares. 
Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, pôr em prática boas resoluções logo no início do ano é muito bom, principalmente decisões como parar de fumar, abandonar o sedentarismo e incorporar uma dieta mais saudável ao cardápio.
"O ideal é acrescentar mais peixes à dieta, principalmente aqueles ricos em ômega 3, como salmão, atum, sardinha e bacalhau. Habituar-se a comer mais frutas e saladas também é importante, já que aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis e luteína também traz vários benefícios para a saúde ocular".  
Neves diz que, ao privilegiar alimentos antioxidantes, além de combater o envelhecimento é possível adiar doenças como degeneração macular, catarata e olho seco, entre outras. "Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos, reduzindo os danos provocados pelos radicais livres.
Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade. A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C". 
Na opinião do médico, além de as pessoas incluírem mais castanhas, linhaça e óleo de canola às receitas - que evitam a síndrome do olho seco, muito frequente nas grandes cidades e na terceira idade - também devem reduzir a ingestão de sódio. "O excesso de sódio na dieta é um grande vilão da saúde, favorecendo o desenvolvimento de catarata na terceira idade. Vale a pena prestar atenção nas informações das embalagens e dar preferência a alimentos com sódio reduzido". 
O especialista descreve a receita da "Salada para enxergar bem", que deve acompanhar um salmão ou atum grelhado durante as refeições: um maço de espinafre cortado; seis folhas frescas de alface romana; duas cenouras raladas, uma berijela pequena levemente cozida e cortada em cubos; um maço de brócolis; cubinhos de pimentões amarelo, verde e vermelho, sem pele; seis couves de Bruxelas; sementes de linhaça dourada e castanhas do Pará trituradas.
"Essa salada tem ingredientes ricos em nutrientes importantes para a visão e pode ser temperada com o ´Molho caesar ocular´, preparado com óleo de canola, suco de limão, vinagre de maçã, mostarda de Dijon, um filé de anchova ralado, uma gema de ovo e queijo parmesão. Trata-se de uma refeição excelente para os dias de verão", diz Neves. 
Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo - www.eyecare.com.br
Fonte: Press Página

Oftalmologista ensina cuidados para evitar ressecamento dos olhos em crianças


Com as férias escolares, as crianças passam muito tempo em frente da televisão, do computador ou jogando videogame.
 
E esta maratona pode trazer aos pequenos sintomas como cansaço visual, vermelhidão, lacrimejamento, incomodo à claridade, embaçamento visual, sensação de peso nas pálpebras, entre outros, independente da necessidade de óculos.

"Em frente destes aparelhos, é comum a criança ficar em estado de concentração, o que leva ao aumento do tempo entre uma piscada e outra, favorecendo o ressecamento ocular", afirma a médica Dérica Camargo Serra, oftalmologista da Cerpo.

A especialista ensina cuidados simples para evitar o problema:

- Fazer pausas a cada meia hora de uso - o que significa realmente sair da frente do computador ou da televisão;
- Olhar pela janela ou para um ponto distante da casa;
- Procurar piscar mais;
- Evitar brilhos ou reflexos na tela mudando o ângulo de inclinação ou mesmo usando protetores de tela ou tela plana;
- Evitar ar condicionado ou ventilador direto sobre o rosto;
- Manter iluminação ambiente adequada.
- A distância ideal para assistir TV deve ser de dois metros;
- Monitores e telas acima da linha do olhar devem ser evitados, pois podem provocar um ressecamento maior, já que nesta posição é preciso manter os olhos mais abertos.

Curiosidades:
- Uma pessoa pisca 24 vezes por minuto, o que dá uma média de 34.560 por dia. Cada piscada dura cerca de 50 milésimos de segundo. Fazendo as contas, passamos aproximadamente sete horas por ano piscando.
Fonte: Porta Voz

Saiba como escolher os melhores óculos de sol para este verão


Leve em conta se produto será usado no dia a dia, na praia ou no esporte.

Cor da lente também influencia no realce de contrastes e detalhes.
  
Os olhos são a região mais exposta do corpo, recebem muita luz - principalmente no verão - e têm 15 vezes mais terminações nervosas que as pontas dos dedos, por exemplo. Para cuidar da saúde da visão, portanto, é preciso saber escolher os óculos de sol certos.

Em primeiro lugar, a pessoa deve levar em conta se o produto será usado no dia a dia, na praia ou para a prática esportiva. Isso porque cada modelo, material, tamanho, cor, filtro e tipo de lente tem uma especificidade. Mas você não precisa pagar caro nem procurar muito, segundo o oftalmologista Emerson Castro, do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo.

"Os óculos podem ser simples e baratos, desde que sejam feitos de um bom material", diz. Isso porque, se a qualidade ótica for baixa, pode provocar tontura e a sensação de olhar para um vidro ou acrílico. Castro cita as lentes de policarbonato, que são leves e resistentes, como uma boa opção. E é importante que o produto tenha sempre certificado de origem.

O médico também destaca que, em relação ao tamanho dos óculos, os de "madame" são os melhores. "É uma moda maravilhosa, porque protege bem a borda da pálpebra, onde pode ocorrer câncer em idosos."
 
Cor das lentes

As diferentes colorações das lentes dos óculos também devem ser analisadas antes da compra. De acordo com o oftalmologista, o marrom e o fumê são indicados para dias claros, pois realçam contrastes e detalhes.

As lentes laranja e amarelas também destacam contrastes e profundidade. São ideais para usar de manhã, no fim do dia ou quando chove. Os óculos azuis, da mesma forma, servem para o fim da tarde e o tempo encoberto. Já os vermelhos e rosa têm um caráter mais fashion e podem ser usados em momentos variados.

O verde-escuro, muito adotado por militares, permite uma boa percepção de cores e um contraste adequado em ambientes com pouca iluminação. Já o cinza, por ser neutro, é melhor em locais de intensa luminosidade.
 
Óculos esportivos

Esportes na areia, grama, água e com bolas ou objetos menores que a órbita ocular - como squash e badminton - devem incluir o uso de óculos. "Dependendo da velocidade com que uma bola atingir o olho, é capaz de explodir o globo ocular", alerta o médico. No caso da natação, o cloro da água pode causar irritação.

O oftalmologista do HC ressalta que os acidentes oculares podem ser evitados em até 90% dos casos. E, nos EUA, os traumas na visão respondem por 14% de todas as perfurações registradas.

Para ir à praia, uma boa alternativa é pôr grau nos óculos de sol. Isso porque quem tem algum problema de visão - como miopia, astigmatismo ou hipermetropia - não deve usar lente nessa ocasião, quando o risco de contaminação aumenta. Em outros momentos, é possível usar a lente e os óculos de sol sem grau por cima.

De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Albert Einstein, só fica com a marca dos óculos no rosto - parecendo um urso panda - uma pessoa que não usa filtro solar corretamente (no mínimo, fator 15) e se expõe demais ao sol.

"Hoje, já aconselho até crianças a usar óculos escuros. Meus filhos usam", afirma o oftalmologista. Segundo Castro, essa recomendação vale principalmente para crianças mais crescidas e adolescentes. Nos menores e em bebês, pôr um boné ou chapéu é o suficiente. E é importante evitar sempre o sol depois das 10h da manhã.
 
Doenças oculares causadas pelo sol

A principal função dos óculos escuros é proteger mecanicamente os olhos contra os raios ultravioleta (UV) A e B. E os maiores problemas provocados a longo prazo por uma exposição em excesso ocorrem na retina, localizada no fundo do olho. É o caso de uma doença chamada degeneração macular relacionada à idade.

Os raios UV também podem favorecer a formação de pterígio, uma pele sobre a conjuntiva (membrana que reveste a superfície da córnea) que causa ardor na córnea (lente externa do olho), sensação de areia e pode avançar para o centro da visão. Países tropicais têm mais incidência da doença.

A catarata, que é a perda de transparência do cristalino - o que torna a visão turva -, é outro problema que costuma ocorrer em maior quantidade e mais precocemente em indivíduos expostos ao sol demais e sem proteção.
 
Bonés e filtro solar

Além dos óculos, os bonés, chapéus e protetores solares são aliados para o bloqueio dos raios UV. E uns não isentam o uso dos outros, enfatiza a dermatologista Márcia Purceli.

Um "defeito" do boné é que ele protege a testa e o couro cabeludo, mas deixa de fora as orelhas e boa parte do rosto. Por essa razão, o modelo ideal é o chapéu de abas largas, de palha sintética (para as mulheres) ou do tipo australiano (unissex). Chapéus furados, como o de crochê ou de palha natural, não são bons, segundo a médica.
Crianças e homens calvos devem redobrar os cuidados. "O couro cabeludo não foi feito para tomar sol. Tem que cobri-lo e também passar protetor nele", recomenda.

E já existem chapéus e roupas com filtro solar - assim como protetores em spray para os cabelos. Os modelos custam cerca de R$ 50 e vão perdendo a função com as lavagens, mas duram bastante.

A melhor cor de chapéu, indica a dermatologista, é a escura - o branco, quando molhado, permite a passagem de até 50% da luminosidade. Verde claro, azul e vermelho também são ótimas cores, diz Márcia.
Ela destaca que o governo deveria incentivar o uso do protetor solar e encará-lo como remédio, não como cosmético. "No Brasil, a alta carga de impostos é culpada pelo preço do produto, que deveria custar até R$ 10. Na Austrália, país com maior índice de câncer de pele do mundo, há protetor de graça nos postos de saúde. E os mercados e lojas, em vez de darem bala de troco, oferecem sachês de filtro solar", compara.
Fonte: G1